10.2.08

Tempo Perdido

     Em todas as civilizações percebe-se a constante luta com o "tempo", algumas transformam-no em algo finito: "o seu tempo está acabando"; outras, como o poeta Cazuza, afirmam-no como infinito: "o tempo não pára, não pára não, não pára". Sendo ele finito ou não, o homem sempre tenta vencê-lo, como se estivesse numa competição. E, a partir deste pré-conceito esquece de aproveitar a beleza de cada fase da vida.

     A humanidade tenta e continuará tentando comtrolar o "tempo", construindo: relogios e calendários. Os homens pensam que ele é sua criação e podem pará-lo a qualquer instante, mas não é isso que ocorre, querendo ou não o tempo continua passando, como um rio que corre eternamente e, dessa forma, as pessoas vão envelhecendo. Conforme envelhecem, ficam desesperadas, pois vivem em uma sociedade que glorifica a beleza juvenil e menospreza a sabedoria e o belo da velhice. Diante disso, os homens não aproveitam a vida, e pior, não pecebem que o tempo faz parte de si mesmos.

     Entretanto, quando percebem isso, muitos momentos já foram perdidos e, ao invés de aproveitar o que se está vivendo, passam os dias e noites falando sobre o "tempo perdido". No entanto, há aquelas que percebem esse erro e levam a vida adiante. Isso mostra que cada ser humano tem uma relação única com o tempo.

     Dessa forma, percebemos que as pessoas têm medo do tempo devido as suas incertezas. Todavia, não devem temê-lo e sim esquecer as "pedidas" da sociedade e aproveitar a vida, porque mesmo sendo ela finita, o homem encontra uma forma de eternizá-la, através de músicas, poemas, e, principalmente, tendo filhos.

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar,na verdade, não há"

Um comentário:

Marcus Vinicius disse...

Eu acho que a maioria das pessoas tem medo do tempo porque tem medo da morte.

Ao ver o corpo envelhecer, acham que também estão envelhecendo... besteira..

O ser humano não envelhece, mas cresce em espírito e sabedoria.

A nossa consciência é eterna, não morre com o nosso corpo físico!

Temos que dar graças ao Criador, nosso Deus, por ter permitido que nóes experimentássemos esse mundo maravilhoso e aproveitar da melhor forma possível.

Creio que a melhor forma possível, seja amar o seu semelhante. Pois amar o semelhante é amar a si próprio.

E quem é o meu semelhante? Ghandi dizia: Tudo o que vive é meu semelhante!

Beijos! Parabéns pelo blog! Está escrevendo muito bem!