27.8.15

Enfim... "Mestra"!

“Vamos começar, colocando um ponto final... Pelo menos já é um sinal, de que tudo na vida tem fim”. (Paulinho Moska)

E foi assim que no início do mês entreguei minha dissertação de mestrado para a banca, colocando um ponto final, mesmo, internamente, ainda tendo muitas colocações, pontos e ideias para desenvolver (inclusive dúvidas). Hoje, defendi minha dissertação de mestrado em vigilância em saúde. Tendo agora o título de “Mestre em Saúde Pública”, mas, para ser mestre, ou mestra, mesmo, sei que muito ainda tenho que aprender.

O que me vem na mente agora são as idas e vindas para Guapimirim para ter as aulas do mestrado. A companhia de amigos de sala fantásticos e aulas com professores comprometidos. Obrigada por todo mundo que me apoiou e compreendeu o meu isolamente/quarentena necessário para terminar essa etapa da vida.

No decorrer da minha caminhada dentro do campo da Saúde Coletiva, sempre me inquietou a necessidade de desenvolver processos de trabalho e ideias que fortalecessem os serviços de saúde e, em especial, o Sistema Único de Saúde. Mais do que uma inquietação profissional, acho que também está envolvida uma inquietação pessoal de usuária do SUS e de realmente querer defendê-lo.

Nessa incansável mania de tentar abraçar o mundo com as pernas e de fazer mil coisas ao mesmo tempo, muitas ideias e inquietações ficaram guardadas. Porém, é preciso colocar um ponto, não final exatamente, mas, quem sabe, continuativo... para, em outros momentos da vida, dá seguimento ao que ficou “de fora” ou então “não tão bem explicado”.

É isso!

“De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto, devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro.”
(Fernando Pessoa)


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