“Vamos
começar, colocando um ponto final... Pelo menos já é um sinal, de que tudo na
vida tem fim”. (Paulinho Moska)
E
foi assim que no início do mês entreguei minha dissertação de mestrado para a
banca, colocando um ponto final, mesmo, internamente, ainda tendo muitas
colocações, pontos e ideias para desenvolver (inclusive dúvidas). Hoje, defendi
minha dissertação de mestrado em vigilância em saúde. Tendo agora o título de “Mestre
em Saúde Pública”, mas, para ser mestre, ou mestra, mesmo, sei que muito ainda
tenho que aprender.
O
que me vem na mente agora são as idas e vindas para Guapimirim para ter as aulas
do mestrado. A companhia de amigos de sala fantásticos e aulas com professores
comprometidos. Obrigada por todo mundo que me apoiou e compreendeu o meu isolamente/quarentena
necessário para terminar essa etapa da vida.
No
decorrer da minha caminhada dentro do campo da Saúde Coletiva, sempre me inquietou
a necessidade de desenvolver processos de trabalho e ideias que fortalecessem
os serviços de saúde e, em especial, o Sistema Único de Saúde. Mais do que uma
inquietação profissional, acho que também está envolvida uma inquietação
pessoal de usuária do SUS e de realmente querer defendê-lo.
Nessa
incansável mania de tentar abraçar o mundo com as pernas e de fazer mil coisas
ao mesmo tempo, muitas ideias e inquietações ficaram guardadas. Porém, é
preciso colocar um ponto, não final exatamente, mas, quem sabe, continuativo...
para, em outros momentos da vida, dá seguimento ao que ficou “de fora” ou então
“não tão bem explicado”.
É isso!
“De
tudo, ficaram três coisas:
A
certeza de que estamos sempre começando...
A
certeza de que é preciso continuar...
A
certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto,
devemos:
Fazer
da interrupção um caminho novo...
Da
queda, um passo de dança...
Do
medo, uma escada...
Do
sonho, uma ponte...
Da
procura, um encontro.”
(Fernando
Pessoa)

Nenhum comentário:
Postar um comentário